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TABAGISMO
Mitos e verdades
O fim do hábito evitaria uma morte
a cada dez segundos

Dr. José Jardim, pneumologista |
Estima-se que no planeta haja 1.2 bilhões de tabagistas, com 3 milhões de mortes anuais relacionadas ao hábito. No Brasil, são 32 milhões de tabagistas e 200.000 mortes por ano associadas ao fumo.
Com a chegada do Dia Nacional de Combate ao Fumo, em 29 de agosto, veja algumas orientações com o pneumologista Dr. José Jardim, da Universidade Federal de São Paulo.
Informações são vitais
O hábito começa cedo.
Do total dos fumantes, 80-85% iniciam o hábito na adolescência. O motivo? O desejo de parecer mais velho e a grande influência dos amigos e da propaganda.
Há relação comprovada entre várias doenças e o fumo.
De todos os cânceres, 30% estão relacionados ao cigarro. O caso do câncer de pulmão é marcante: 85% dos casos seriam evitados se a pessoa abandonasse o vício. Além disso, 25% dos infartos, derrames cerebrais e anginas são causados pelo tabaco.
Dependência não é mito.
Da mesma forma que o álcool, a cocaína e a heroína, a falta das substâncias presentes no cigarro faz o organismo entrar em crise de abstinência. Ou seja: deixa o fumante com vontade incontrolável de fumar.
O fumo é prejudicial ao feto.
A mãe que fuma durante a gestação corre mais risco de abortar, ter hemorragia e parto prematuro. Além disso, os recém-nascidos de mães fumantes têm maiores chances de nascerem com baixo peso e com problemas respiratórios.
Sempre é tempo de parar.
Mesmo quem fuma há muito tempo tem benefícios ao abandonar o cigarro.
As mulheres sofrem muito com o tabagismo.
As fumantes apresentam mais problemas circulatórios, osteoporose, rugas na pele e celulite do que as que não têm o hábito. Mulheres que usam anticoncepcionais e fumam têm 10 vezes mais chance de sofrer infarto e trombose nas veias da perna.
A abstinência causa variados sintomas.
Sem cigarro, os fumantes experimentam ansiedade, tontura, dor de cabeça, irritação, insônia, mau humor, depressão, desânimo e dificuldade de concentração. Estes sintomas atingem seu auge em dois a três dias, começam a diminuir em uma semana e em geral somem após um mês. E dá lugar a mais saúde.
Parar é possível
Mas demanda alguns preparativos. O primeiro é marcar o dia D. Antes dele, tente ir diminuindo o número de cigarros diários. Faça acordo com os amigos para não fumarem perto de você. Uma boa idéia é agendar uma consulta com um médico, que poderá prescrever um medicamento para você superar o período de abstinência sem sofrer tanto com os sintomas. O segredo é se manter firme e forte, sem levar nenhum cigarro à boca. Se ainda assim você cair em tentação, não desista. A maioria das pessoas que foram bem-sucedidas em abandonar o tabagismo havia tentado por três ou mais vezes.
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