Revista Saúde Brasil 7

Arquivo Revista Saúde Brasil

Revista Saúde Brasil
Ago / Set 2003
Ano 2 - Nr. 7

 

COMUNIDADE MÉDICA

Sociedade Brasileira de Climatério

O objetivo da SOBRAC é melhorar a qualidade de vida de homens e mulheres na maturidade

Fundada em 1986, a Sociedade Brasileira de Climatério é uma entidade jovem. Nestes 17 anos, no entanto, tem se firmado como voz importante na defesa da qualidade de vida na maturidade. Período que começa mais cedo do que se imagina, ao redor dos 35 aos 40 anos, quando em ambos os sexos as funções reprodutivas começam suavemente a declinar.

Para entender melhor o que a SOBRAC faz, é preciso compreender a palavra climatério. “Ela deriva de clímax, ascender. Daí o logotipo de nossa entidade ter uma mulher caminhando em direção ao infinito”, explica o ginecologista Dr. César Eduardo Fernandes, presidente do conselho científico da Sociedade.

É importante saber que climatério não é uma especialidade médica. É por isso que a sociedade congrega especialistas de diferentes áreas, como ortopedistas, nutricionistas, psicólogos e cardiologistas. Ainda que os ginecologistas respondam por 90% do quadro, que é formado hoje por 3.000 associados de todo o país. “Esta interface é vital, pois neste período de transição a mulher precisa de atendimento multidisciplinar”, explica o médico.

A SOBRAC possui três objetivos prioritários. O primeiro é criar grupos de estudo para melhorar o conhecimento sobre esta fase biológica que marca o final do ciclo reprodutivo.

Para isso, mantém relações com entidades internacionais, como a North American Menopause Society (NAMS), dos Estados Unidos, a Federação Latino-americana de Climatério e Menopausa (FLASCYM) e a International Menopause Society (IMS), com sede em Bruxelas, na Bélgica.

O segundo é divulgar o resultado das pesquisas não só para a classe médica, mas igualmente para os demais profissionais de saúde. Uma forma é a organização de eventos, como o V Congresso Brasileiro de Climatério e Menopausa, que em junho deste ano reuniu 1.500 participantes em São Paulo.

A sociedade investe também em publicações. Há a Revista Reprodução e Climatério, trimestral e destinada aos médicos, com artigos em formato científico, e o Jornal SOBRAC, com periodicidade trimestral e temas de interesse geral.

A terceira meta é fazer com que estas informações beneficiem o público leigo. Uma das iniciativas para atingir este alvo é a publicação de obras. É o caso do livro A Travessia — Como a Mulher Pode Viver Melhor Após os 40, lançada pela Editora Limay. E de folhetos que tratam de temas pertinentes, como osteoporose e sexualidade.

Homem é o próximo alvo
Até agora a Sociedade ajudou a difundir itens como a importância da terapia de reposição hormonal (TRH). “Quando bem indicada, ela garante maior bem-estar nesta fase de transição. Contudo, hoje se sabe que não há uma receita única para todas as mulheres. Cada caso deve ser avaliado em particular”, esclarece Dr. César.

Nesta década, a mira dos estudos começa gradualmente a se voltar para o público masculino após os 40 anos. “O declínio das funções reprodutivas é bem mais suave, mas ele também ocorre nos homens”, diz o médico.

Mais Informações

Sociedade Brasileira de Climatério
Tel: (11) 3781-1188 www.menospausa.com.br www.menopausa.org.br