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ONCOLOGIA
Câncer de mama
O câncer de mama tem cura,
mas a mulher deve fazer a sua parte
Dr. Agliberto Barbosa, mastologista |
A medicina moderna garante altos índices de cura desde que a detecção seja precoce. "Hoje em dia, quando diagnosticado no início, curamos mais de 90% dos casos", enfatiza Dr. Agliberto Barbosa, da Sociedade Brasileira de Mastologia.
A recomendação da SBM e do Inca - Instituto Nacional do Câncer - é que a mulher adote as medidas básicas de atenção à sua saúde, que inclui visitas regulares ao médico e alguns exames específicos preventivos.
Mortalidade
Infelizmente, o câncer de mama é ainda a neoplasia que mais mata a mulher. Isso porque são muitos os casos que são descobertos tardiamente, quando o tumor já está avançado, o que aumenta também as chances de metástases (células cancerosas afetarem outros órgãos). "Mais de 60% dos tumores são detectados com cerca de 5cm de diâmetro, o que dificulta o tratamento", informa o mastologista.
Tratamento
Quanto antes identificada a doença, mais altas as chances de cura, sem implicar na retirada total da mama. Porém, mesmo quando a mastectomia (cirurgia de retirada da mama) seja necessária é importante que a mulher saiba que a reconstrução plástica das mamas fornece excelentes resultados.
A depender do caso também podem ser consideradas pelo médico algumas abordagens coadjuvantes de tratamento, como a radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia.
Os especialistas recomendam evitar a obesidade, sedentarismo, alimentos gordurosos e ingestão alcóolica em excesso, que são fatores de risco para o câncer de mama. Quem tem histórico familiar e menopausa tardia (após os 50 anos) também deve redobrar a atenção.
E, segundo o Dr. Agliberto - que está na organização do 8o Curso Internacional de Mastologia do 16o Congresso Brasileiro de Cancerologia e do 13o Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, no final de novembro em São Paulo - vale ainda alertar que o câncer de mama é mais raro no homem, mas pode ocorrer. Para cada 100 casos em mulheres, ocorre um no sexo masculino.
Há três procedimentos básicos para rastrear e diagnosticar o câncer de mama
Mamografia
Um tipo de raio X das mamas feito em laboratório ou no hospital (exame basal aos 35 anos de idade e anual a partir dos 40 anos).
Exame clínico das mamas
Feito pelo médico ou profissional de saúde treinado (anual a partir dos 30 anos).
Auto-exame das mamas
(mensal a partir dos 30 anos, cerca de uma semana após a menstruação; depois da menopausa, eleger um mesmo dia todo mês para examinar-se).
• Fique em pé, diante de um espelho.
• Observe o bico dos seios, a superfície e o contorno das mamas.
• Eleve os braços na altura dos ombros e observe alterações no contorno e na superfície das mamas.
• Deite-se e, com a mão direita, apalpe a mama esquerda com movimentos circulares suaves, apertando-a levemente com as pontas dos dedos. Repita o teste, agora, com a mão esquerda na mama direita.
• Observe se tem deformação ou alteração no formato das mamas, feridas ao redor do mamilo, caroços na mama ou axila e secreção nos mamilos. E se encontrar algo ou tiver dúvida, procure o médico.
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