Revista Saúde Brasil 7

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Revista Saúde Brasil
Ago / Set 2003
Ano 2 - Nr. 7

 

ONCOLOGIA

Câncer de mama

O câncer de mama tem cura,
mas a mulher deve fazer a sua parte


Dr. Agliberto Barbosa, mastologista

A medicina moderna garante altos índices de cura desde que a detecção seja precoce. "Hoje em dia, quando diagnosticado no início, curamos mais de 90% dos casos", enfatiza Dr. Agliberto Barbosa, da Sociedade Brasileira de Mastologia.

A recomendação da SBM e do Inca - Instituto Nacional do Câncer - é que a mulher adote as medidas básicas de atenção à sua saúde, que inclui visitas regulares ao médico e alguns exames específicos preventivos.

Mortalidade
Infelizmente, o câncer de mama é ainda a neoplasia que mais mata a mulher. Isso porque são muitos os casos que são descobertos tardiamente, quando o tumor já está avançado, o que aumenta também as chances de metástases (células cancerosas afetarem outros órgãos). "Mais de 60% dos tumores são detectados com cerca de 5cm de diâmetro, o que dificulta o tratamento", informa o mastologista.

Tratamento
Quanto antes identificada a doença, mais altas as chances de cura, sem implicar na retirada total da mama. Porém, mesmo quando a mastectomia (cirurgia de retirada da mama) seja necessária é importante que a mulher saiba que a reconstrução plástica das mamas fornece excelentes resultados.

A depender do caso também podem ser consideradas pelo médico algumas abordagens coadjuvantes de tratamento, como a radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia.

Os especialistas recomendam evitar a obesidade, sedentarismo, alimentos gordurosos e ingestão alcóolica em excesso, que são fatores de risco para o câncer de mama. Quem tem histórico familiar e menopausa tardia (após os 50 anos) também deve redobrar a atenção.

E, segundo o Dr. Agliberto - que está na organização do 8o Curso Internacional de Mastologia do 16o Congresso Brasileiro de Cancerologia e do 13o Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, no final de novembro em São Paulo - vale ainda alertar que o câncer de mama é mais raro no homem, mas pode ocorrer. Para cada 100 casos em mulheres, ocorre um no sexo masculino.

Há três procedimentos básicos para rastrear e diagnosticar o câncer de mama

Mamografia
Um tipo de raio X das mamas feito em laboratório ou no hospital (exame basal aos 35 anos de idade e anual a partir dos 40 anos).

Exame clínico das mamas
Feito pelo médico ou profissional de saúde treinado (anual a partir dos 30 anos).

Auto-exame das mamas
(mensal a partir dos 30 anos, cerca de uma semana após a menstruação; depois da menopausa, eleger um mesmo dia todo mês para examinar-se).

• Fique em pé, diante de um espelho.

• Observe o bico dos seios, a superfície e o contorno das mamas.

• Eleve os braços na altura dos ombros e observe alterações no contorno e na superfície das mamas.

• Deite-se e, com a mão direita, apalpe a mama esquerda com movimentos circulares suaves, apertando-a levemente com as pontas dos dedos. Repita o teste, agora, com a mão esquerda na mama direita.

• Observe se tem deformação ou alteração no formato das mamas, feridas ao redor do mamilo, caroços na mama ou axila e secreção nos mamilos. E se encontrar algo ou tiver dúvida, procure o médico.

Mais Informações
SBM - Sociedade Brasileira de Mastologia
Tel: (11) 3107-6403 www.sbmastologia.
com.br
Hospital Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho
Tel: (11) 222-7088
www.icavc.org
INCA - Instituto Nacional do Câncer
www.inca.gov.br