Revista Saúde Brasil 5

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Revista Saúde Brasil
Abr / Mai 2003
Ano 1 - Nr. 5

TESTE DO PEZINHO

É fundamental

A análise de algumas gotas de sangue do recém-nascido pode identificar graves doenças mentais

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE de SP) dá mais um passo para intensificar a campanha do teste do pezinho. A entidade fez uma parceria com a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (ARPEN-SP). O objetivo é aproveitar o momento do registro da criança no cartório para fazer a coleta de sangue do pé do bebê. Uma ambulância itinerante da APAE percorrerá os cartórios de São Paulo. E os registradores reforçarão a campa-nha para que os pais levem o bebê para fazer o teste.

TESTE


Marcelo Racca

O teste do pezinho é importante para diagnosticar precocemente algumas doenças que são responsáveis pelo retardo mental em crianças. Tratadas a tempo, a chance de que a doença não desenvolva é de cem por cento.

O teste deve ser feito entre a terceira e a sétima semana de vida do bebê. E não pode ser feito antes de 48 horas do nascimento. O teste é obrigatório nos hospitais do estado de SP desde 1983 e nos hospitais de todo o Brasil desde 1992, por intermédio do programa de triagem neonatal. “Mas como muitas mães recebem alta antes de 48 horas depois de dar à luz é necessária uma conscientização dos pais para levar o bebê para fazer o teste”, diz Marcelo Racca, supervisor administrativo e financeiro da área de Saúde da APAE de São Paulo.


Silvia Regina Teixeira

O caso de dona Silvia Regina Teixeira serve para mostrar como o processo funciona. Ela foi levar sua filha Ana Paula, de 20 dias, para fazer o teste na APAE de SP. Ela contou que depois de saber o resultado a tranqüilidade é maior. “Enquanto a gente não sabe o resultado a gente fica preensiva”, diz Silvia.


Silvia Regina Teixeira


Outra mãe também preocupada com a saúde de sua filha é Lara Cristina Nascimento Queiroz Padovan que também levou a filha de 23 dias, Bruna, para tirar as gotinhas do pé. “É super importante.

Porque se tiver qualquer problema o tratamento já pode começar logo.”

Mas como nem todos têm essa mesma preocupação a APAE de SP reforça a necessidade de fazer essa parceria com os cartórios. “É mais uma forma de cercar os pais e tentar garantir que o bebê faça o teste no prazo correto”, acrescenta Marcelo.