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Asma
Com o progresso da medicina nas últimas décadas, o controle da asma está mais fácil

A asma é uma doença que pode causar a morte. Em toda a população brasileira, 10% das pessoas tem esta doença. As crianças são as mais afetadas por esta enfermidade.
A asma pode ter níveis diferentes de gravidade: tem pacientes que enfrentam crises fortes; outros que tem a doença de forma média ou moderada; até os que sofrem pouco e tem crises esporádicas, que são os casos mais leves.
Falta de ar, aperto no peito, cansaço, chiados e tosse persistente. Estes são os principais sintomas da asma. Na asma chamada de fraca ou leve, os sintomas são discretos e esporádicos. A pessoa fica bem, sem nenhum tipo de sintoma nos intervalos das crises. O asmático deste segmento não tem problemas com o sono e nem deixa de trabalhar ou estudar por causa da doença. Quando ele faz atividades físicas também nada de mais grave aparece. Quanto mais grave for a doença, menor será a qualidade de vida do paciente. Enquanto a asma chamada de média já interfere um pouco mais no cotidiano do doente, nos casos mais graves a situação é bem mais complicada de ser administrada. Uma asma classificada como forte ou grave estará associada a sintomas intensos e freqüentes, até diários em alguns casos. A pessoa, normalmente, não consegue descansar. E isto limita bastante a vida dela.
“A asma é uma doença bastante específica que não tem cura”, explica Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho, pneumologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo o médico, as pessoas, portadoras de asma deverão aprender a conviver com a doença e a controlá-la por toda a vida.
E mais: é preciso também redobrar atenção com algumas doenças que podem estar associadas à asma, como é o caso da rinite alérgica.
A crise
Uma crise de asma apresenta características bastante definidas. Tosse improdutiva, respiração curta, cansaço, chiado, rosto suado, inquietação, choro e, às vezes, vômitos ocasionais. Em uma crise de asma surge um obstáculo ao livre trânsito de ar nas vias aéreas. Com a inflamação dos brônquios as vias aéreas tornam-se facilmente irritáveis. Assim, elas reagem de forma exagerada aos estímulos externos, que podem ser a poeira, a alergia ou a fumaça, por exemplo. “O ar frio também pode agudizar mais estas irritações. Por isso que no inverno, as crises de asma são mais freqüentes”, diz Carvalho. Mesmo fora das crises, a inflamação dentro dos pulmões do asmático continua existindo. É importante conhecer esta informação. Ela reforça a necessidade da continuidade do tratamento, mesmo quando o doente não estiver em um momento agudo de sua doença.
Se a causa da crise puder ser identificada, a pessoa deve se afastar daquele motivo. O plano de ação para o combate da crise, que deve ser previamente discutido com o médico, precisa ser iniciado o mais rápido possível. Existe, inclusive, alguns exercícios de relaxamento que também podem ajudar o asmático a superar mais rápido a sua crise.
Os gatilhos
Apesar do grande transtorno que é ter uma crise de asma, a pessoa, quando entra nesta fase ela deve fazer o possível para se lembrar o motivo que deflagrou aquela crise. Perceber o contato feito com certas substâncias ou as situações vividas momentos antes da crise podem ser essenciais para se evitar uma futura complicação. |