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COMUNIDADE MÉDICA
Conselho Federal
de Medicina
Cuidar da educação do médico e do leigo para promoção da saúde
Esta é a premissa básica do Conselho Federal de Medicina (CFM), órgão que tem uma série de atribuições dirigidas especialmente à classe médica. Ao longo de mais de 45 anos de existência, a entidade se fortaleceu, marcou passos importantes ao fiscalizar e estabelecer normas quanto à ética e à eficácia da prática profissional da Medicina.
“Nesses anos todos o Brasil e a categoria médica mudaram muito”, salienta dr. Luiz Salvador de Miranda Sá Júnior, 1o secretário do CFM. E por isso – destaca - o Conselho também foi mudando ao ampliar as suas áreas de abrangência.
CFM e a população
Uma das medidas mais recentes criadas pelo Conselho Federal de Medicina em prol da saúde da população é a Comissão de Controle do Tabagismo, com apoio de membros da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, do Instituto Nacional do Câncer e da Associação Médica Brasileira.
O objetivo é sensibilizar e capacitar o médico para lidar melhor com as questões relativas ao tabagismo, visando o controle e a cura da doença.
Segundo o Secretário da entidade, esta iniciativa foi tomada em função da importância do tabagismo como principal fator de risco evitável do câncer e também de doenças cardio-vasculares e respiratórias.
Portanto, ajudar a parar de fumar é uma ação socialmente responsável, da qual o médico pode e deve ser um agente multiplicador.
O CFM estará desenvolvendo curso para os médicos do Brasil, capacitando-os a incentivar o paciente a parar de fumar; e a boa atitude começa em casa, por isso, também fará um levantamento sobre tabagismo entre os próprios médicos e seus familiares.
Defesa da sociedade
O Conselho Federal de Medicina exerce um papel político muito importante porque atua na defesa da população e também da classe médica.
“A entidade tem trabalhado em conjunto com os conselhos regionais pela adoção de políticas de saúde dignas e competentes que alcancem a sociedade indiscriminadamente”, enfatiza dr. Salvador.
Alguns exemplos práticos – destacados pelo médico – são o enga-jamento na organização do Sistema Único de Saúde (SUS); o combate pela melhora da qualidade das faculdades de Medicina e a luta por maiores recursos para a saúde pública.
Outras atribuições
Neste ano, o CFM em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB) ainda lançou o conjunto de 100 Novas Diretrizes para ajudar a melhorar o atendimento médico no Brasil (como vimos em matéria na edição anterior).
E, sem dúvida, investe grande parte de seus recursos na fiscalização da atividade médica. Para se ter uma idéia, entre 1981 e 1990 o CFM recebeu 368 processos éticos; e julgou 130 processos. O número de processos subiu para 1.141 no período entre 1991 e 2000 e o volume de julgamentos também aumentou, chegando a 823 casos.
O CFM ainda, como determinado no início de sua criação em 1957, é responsável pelo registro profissional do médico, por aplicar sanções do Código de Ética Médica e coordenar os Conselhos Regionais de Medicina.
O CFM sabe que é impossível fazer saúde sem médicos. Sem bons médicos. Sem médicos de boa qualidade técnica e humana. “Ao defender os interesses corporativos dos médicos, o CFM empenha-se em defender a boa prática médica, o exercício profissional ético e uma boa formação técnica e humanista, convicto de que a melhor defesa da medicina consiste na garantia de serviços médicos de qualidade para a população”, conclui o 1o Secretário da entidade.
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