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CONHECENDO MAIS
HPB - Entenda esta doença
Esclareça suas dúvidas sobre a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), doença que atinge um grande número de homens

Dr. Miguel Srougi - Urologista e Prof. da Escola Paulista de Medicina - UNIFESP |
É importante que todo homem conheça melhor seu organismo. E saiba que a partir dos 40 anos terá um crescimento benigno da próstata que, com o tempo, poderá causar uma série de prejuízos à sua qualidade de vida.
A idade é um fator de risco determinante. Estima-se que 90% dos homens com mais de 80 anos sofram com as conseqüências dessa doença. E como estamos vivendo por mais tempo, é fundamental entender como a HPB pode evoluir e quando é necessário recorrer ao urologista para o tratamento adequado.
Sintomas e Complicações
Como a próstata envolve a uretra, um dos primeiros sintomas ocorre no ato de urinar. O jato fica fino, mais fraco, a micção pode ficar interrompida, o homem pode levantar várias vezes à noite para urinar ou no meio de uma reunião de negócios. É comum também a queixa de que é preciso fazer muita força para urinar. Diante de quaisquer desses sinais, o ideal é consultar logo um médico.
Não retardar a busca pelo auxílio médico também se justifica especialmente porque, ao contrário do que alguns ainda pensam, a HPB, ao evoluir, pode desencadear várias complicações bem mais graves à saúde do homem. Se não tratada de forma correta, a Hiperplasia Prostática Benigna pode provocar cálculos renais, sangramento da próstata e até mesmo a dilatação dos rins por causa da dificuldade em esvaziar a bexiga.
Detecção precoce
Quanto antes diagnosticada a HPB, melhor. Fica mais fácil acompanhar o crescimento da próstata, e saber o momento em que será necessário interferir com medicamentos para alívio dos sintomas e/ou com a cirurgia.
Porém, para isso é imprescindível que o homem vença preconceitos e medos, que retardam o diagnóstico e comprometem o seu próprio bem estar.
Dois exames são fundamentais para a investigação da HPB. “É feito um toque da próstata, chamado toque retal, feito pelo intestino e uma dosagem de sangue de uma proteína chamada PSA – antígeno prostático específico. Este dois exames se completam e os dois precisam ser feitos”, explica o Dr. Miguel Srougi, urologista e professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo.
E mais: ele salienta a importância redobrada de não se fugir desses dois exames. “Através deles também fica possível diferenciar um caso de Hiperplasia Prostática Benigna de um caso de Câncer da Próstata. As duas doenças são diferentes. A HPB não evolui para câncer, porém, as duas podem acometer o mesmo homem.”
Tratamento
Há várias formas de tratar a HPB. O médico avalia a escolha a depender da situação da próstata, dos danos causados ao aparelho urinário e da gravidade dos sintomas.
Além de medicamentos, processos cirúrgicos podem ser utilizados e, em geral, determinam rápida e boa recuperação.
“A longo prazo, a cirurgia pode apresentar apenas uma única seqüela. O indivíduo pára de ejacular. Isto não afeta a parte sexual dele”, explica o Dr. Miguel. Segundo o especialista, quando o paciente faz uma cirurgia por um crescimento benigno da próstata, em geral, ele fica bom para o resto da vida dele. Às vezes, o problema pode voltar. Por isso, voltar ao médico é fundamental.
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