
Dr. Sérgio Tadeu Martins Marba |
PREMATUROS
Bebê prematuro
exige cuidados especiais
Parece que nasceu de sete meses! Este ditado popular para pessoas ansiosas ilustra bem o nascimento dos prematuros, que chegam ao mundo com oito, sete ou até menos meses. É por isso que sua recepção é cheia de atenções e que eles seguem para a unidade de terapia intensiva, onde são cercados de mimos como a incubadora para manter o corpo aquecido. Veja as orientações do Dr. Sérgio Tadeu Martins Marba, diretor da Área de Neonatologia do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da UNICAMP para estes pequenos deixarem a maternidade fortes e saudáveis!
Os recém-nascidos com nove meses necessitam de cuidados, o que dirá um bebê que ainda possua algumas funções imaturas! Por isso, os prematuros podem precisar de uma forcinha dos respiradores. Há bebês que ainda não são capazes de mamar, portanto precisam de auxílio também para se alimentar (pode ser usada uma sonda). E, claro, medidas para prevenir infecções.
Não sair da maternidade com o bebê a tiracolo abala muitas famílias. Por isso, estabelecer contato com o filho enquanto ele estiver na terapia intensiva é vital. Os pais e mães devem tocá-lo carinhosamente e falar com ele, sempre que a criança esteja estável do ponto de vista clínico e o contato for devidamente liberado pelo médico. É que o toque dos pais transmite segurança e tranqüilidade à criança. E fortalece o vínculo afetivo.
Atenção na hora da alta - Se os pais de bebês nascidos com nove meses costumam achar que não darão conta dos cuidados sozinhos, imagine a ansiedade de quem leva estes bebês, aparentemente mais frágeis, para casa! Por isso é tão importante que os pais se munam de informações com os profissionais de saúde para poder cuidar bem do bebê no lar.
Cuidado com doentes - Como qualquer recém-nascido, os prematuros não devem ser expostos a pessoas resfriadas ou gripadas, a casa deve ser bem arejada e não se deve fumar perto. É que ele tem menos defesas contra infecções.
Quanto à alimentação, não há mistério - O leite materno é sempre a melhor opção. Contudo, os pequenos com menos de 34 semanas podem ter dificuldade para sugar. Uma opção é a mãe tirar o leite com uma bombinha e oferecê-lo num copinho. Melhor evitar a mamadeira, pois a criança pode acostumar-se à facilidade oferecida pelo bico de plástico e depois não querer o da mãe, que estimula a musculatura da face.
A freqüência de mamadas varia de bebê para bebê - O ideal é deixar o pequeno mamar quando tem fome, até esgotar a mama, passando-se para a outra em seguida. Ele deve sugar até ficar saciado, quando solta sozinho o peito.
Higiene diária - As regras são as mesmas que as de um bebê que chegue ao mundo a termo. Ou seja: recém-nascido pode tomar banho todos os dias.
Peso crescente - O ganho de peso esperado para a idade é o melhor sinal de que tudo está bem. Os sinais de que algo não vai bem são evidentes: choro fraco, falta de apetite, recusa a mamar, temperatura mais baixa ou alta do que o normal (37,5oC), vômitos, urina escura. Neste caso, o indicado é procurar o pediatra imediatamente.